alana

sem título

Sonho que se perdeu da minha sanidade; paraíso onírico que foge das minhas mãos;

se afugenta do meu mal no mais distante oásis e mesmo ainda segue sendo parte do meu pulso.

Nos dias de frio, é na tua miragem que eu me cubro. Nunca acordo quando estou com você.

Sonho o sonho eterno mais efêmero que já houve. 

Transito em me deixar ir e voltar pro teu afago breve através das memórias que nunca vão,

mas sempre vem.

Quando eu voltar, quando eu voltar, eu quero a tranquilidade do teu desassossego.

Repele meu medo sem medo. Enfeitiça meu mal e faz dele o que bem desejar.

A gente se dá bem nos dias mais quentes do ano. É quando a miragem se desfaz.

Estou só e com saudades.



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