Schopenhauer

Um Sonho

De forma repentina
Ela surge diante de mim
E olha-me,
Calmamente
Como quem expressa o amor sem a necessidade de proferir sequer uma palavra
E eu a respondo da mesma maneira
Observando-a, 
Sereno
Imóvel
Não há tempestades lá fora
Não há tormentas capazes de quebrar o encanto dos nossos olhares voltados um para o outro naquele instante
Há apenas o seu olhar a retribuir o meu
Eu e ela
Em uma ligação quase que divina
Surge em mim um desejo incontrolável de tocá-la
Entretanto, contenho-me
Não há espaço para desejos meramente carnais
Há algo maior que isso entre nós naquele breve momento
A admiração, 
O ato de contemplar seus belos olhos
Já é deveras satisfatório para mim
E, subitamente, numa pequena fração de segundo,
Percebo que estou a amar.


– (Minha autoria)

 

Comentários1

  • Maria dorta

    Lindo e diafano poema de amor. Meus cumprimentos. Aplausos!

    • Schopenhauer

      Agradeço-lhe o prestígio, cara Maria! Fico feliz que tenha apreciado.



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