POESIA E BANALIDADE
Eu não quero ser o poeta das multidões
Nem da banalidade dos amores diários.
Bastaria - me
escrever uma poesia silenciosa
com os sons da realidade.
Um verso sequer
Que me fosse pura verdade
E que pudesse doer no peito
Não como o beijo que foi desfeito
Mas como a poesia
De terna fatalidade!
Eu não quero um livro em toda estante
Nem nas cabeceiras secretas de muitas camas
Queria apenas o transbordar dos versos como alaúde
A tocar uma música amiúde delirante a todo instante.
Não quero dos poetas, a loucura
Nem a psicose dos românticos
Quereria antes a simbiose
Do poema, da poesia e de seus cânticos.
- Autor: Carlos (Pseudónimo ( Offline)
- Publicado: 25 de dezembro de 2021 15:56
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 9
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