alana

balada da esperança

curumim, és tu minha esperança
vem aqui e me pegue pela mão
me puxe para uma dança
aproxime esses de olhos de criança
de quem vê tudo pela primeira vez 
e rodopie: um, dois, três
comigo nas tuas mãos 
me gire 

mais uma vez 
e me cubra da tua atenção
curumim, és tu minha esperança
de amor e reprovação
diga sim só esta noite
que eu irei a um milhão
é tarde, eu sei,
mas irei te acompanhar 

tenho medo do que o mundo pode fazer
se amanhã também quiseres dançar
mas não estará sozinho,
parte de mim carregará contigo:
meu olhar sobre ti a noite toda
- veja! - eu direi - é o momento mais lindo!
sobre a parte que você me beija na boca
queria atropelar o tempo

acampar no segundo

em que você me quis 

perguntar o que você vê que não vejo
e porque em nome de Deus, mereço
teus olhos nos meus, curumim

Comentários3

  • Jakeline Isabel

    Legal, eu li cantando rsrs

    • alana

      que bom que gostou!

    • vic andrade

      Senti um misto delicioso de infantilidade e maturidade, muito prazeroso de ler. Compartilho da ânsia por atropelar o tempo e acampar no segundo. Clarice Lispector tenta capturar os instante-já, e diz que cada um deles é como a parte de um pneu de carro em alta velocidade tocando o chão e imediatamente depois cedendo espaço à porção seguinte. Ufa.
      Parabéns pelo poema =)

      • alana

        seu comentário me deixou muito feliz! muito obrigada, me sinto lisonjeada de verdade

      • LEIDE FREITAS

        Gostei imensamente!
        Bom dia!



      Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.