Marçal de Oliveira Huoya

Passageiro

"O absurdo é a razão lúcida que constata os seus limites." (Albert Camus)

Passageiro

Não quero aplaudir 
Nem ser aplaudido 
Só quero ser
Enquanto sou
E basta
Quero rir e fazer rir
Não quero viver iludido
Vim para ser iconoclasta 
Porque há que se resignar 
A ser lembrança 
Até ser esquecido 
Porque a memória cansa
Um mundo que não verei
E nunca mais me verá 
Viver sem esperança ou melancolia 
Só quero viver todo dia
Sem procurar explicação 
Ou cantar litanias
Sem porque sim
Sem porque não
Sem uniformes ou fantasias
Sem esperar salvação...

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