Marçal de Oliveira Huoya

O Bem

Ele faz o bem

Não importa a quem

Assim é o bem

Ele chega

Pede licença, diz obrigado

Não deseja recompensa

Tem muito cuidado

Ele é de todo mundo

Mas não é de ninguém

E ainda se sente culpado

Já cometeu enganos

Já agiu mal também

Nada mais humano

De fazer noventa e nove

Mas não fazer cem

O Bem somos todos nós

Em determinados momentos

Pois não estamos sós

Nem somos o centro

Em só olharmos pra dentro

E desatarmos os nós

Ignorando os eus e os meus

Bem, já aí

O Bem aconteceu

E quando a gente olha pra fora

Não tem hora nem tempo

Para se fazer o Bem

Ao contrário de fazer o Mal

Que em alguns

Só em alguns

Gera algum constrangimento

Fazer o Bem de forma natural

Não gera nenhum arrependimento

O bem vai logo dizendo

Foi mal

Se ele pisa na bola

Ele se desculpa

Ele consola

As vezes nem dorme direito

De ficar atormentado

Se sentindo culpado

A bem da verdade

A culpa não lhe cai bem

Mas é só a culpa que ele tem

Com o peso de uma tonelada

O que para o Mal não pesa nada

O Bem vai vivendo então

Mal e mal, fazendo piada

Até tudo voltar ao normal

Mas insiste no Bem

A bem da solidariedade

Não desiste

Claro, ele se mantém

Dentro da sua capacidade

mas uma certeza ele tem

No final de tudo

Se o continente tiver conteúdo

Então tudo, tudo,

Tudo acabará bem....



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