Cientista fragmentado

Memorável



Palavras não ditas que ferem
castigantes da memória recente
contornam a lembrança do luar
recordando o sorriso insuficiente
a brisa serena do crepúsculo
conversa apenas com seu ser
memórias tão calorosas
um tremor ímpar
tal qual o calor que irradia
como se do coração o pescoço buscasse
e realmente não adiantasse
aquele sentimento surreal
a razão de minha comodidade
que para o tempo se perdeu
resta apenas triunfante
o desconforto atordoante
perdurando silenciosamente
lembrando apenas aqueles meses
aqueles que se foram como um nunca
conversando como um sempre
agora tagarelo com as lembranças
que de pouco me suprem
um gozo nada relaxante
crepúsculo memorável risonho
risadas que apenas ferem
ferem na razão de sua ausência
em função de sua indiferença
ao passo que me agradam
um questionamento apenas resta

Por que começar tudo isso
se para ti o meu eu não presta?

Comentários1

  • Hébron

    Uma bonita construção poética, com uma cadência muito boa.
    Escreva sempre!
    Abraço



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