Maximiliano Skol

PEREGRINANDO (à Rose)

Nunca sei onde estou, se tu estás...

A tua presença sempre a me seguir...

Aonde eu vou, confuso tu me hás

Se noutro lugar vens— inda a surgir.

 

Nunca sei se é a mim que o lugar jaz,

Ou se sou eu, quem tido por sair

Não noto a diferença que a mim faz

Se tu estás comigo a compartir.

 

E assim todas manhãs é o mesmo sol, 

Todas as noites sempre a mesma cama,

Os mesmos passos tem o arrebol

 

Nada é confuso, enfim, neste  afinal: 

Não importa o lugar,  quando se ama,

Pois onde vou contigo— é sempre igual.