Mauro Rodrigo Muller

O poema do olhar ardente do sujeito que carregava um desconhecido que eu acho que conheço

Naquele olhar ardente
De uma sujeito sem dente
Não! Ascendente!
Morava uma pessoa

Ninguém a conhecia
Mas se ele descobre que eu sabia
Ninguém sobraria
Nem mesmo aquele que ninguém conhecia

Ah... Iria ser problema
Pensar que esse poema
Pode estragar esse dilema
Do homem que carrega no olhar
Algúem que ninguém conhecia
Mas que eu pude observar

Mas como pude?
Não sei!
Olhei e vi!
Ele me lembra alguém que conheci
Há tempos atrás

Sei que era um rapaz
Mas a cidade...
Já não lembro mais
Bah... Quanta crueldade essa dúvida me trás.

Será que era eu?