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Edla Marinho

EMPATIA

 

Se eu, ao faminto, passar
E sua fome ignorar,
Mudem, por favor, meu nome!
A loucura me consome.

Por falta de lucidez,
No mundo, perdi a vez
Não me resta, aqui, mais nada,
Talvez por estar tão cansada,

Minha mente já esqueceu
Da essência do que sou eu
E o que em vida foi meu lema:

Servir sempre ao desvalido,
É do amor todo o sentido
-Não criarei mais poema-

Edla Marinho
16/10/2020