Isabela Fenix

Anjo vingador

Anjo vingador
Eu meio que me perdi e aquela inspiração morreu
E com ele morreu meu amor também.
Mas, pensar nele ainda me traz leves...e sinceras inspirações.
Ele ainda me faz corar e ofegar
Quando lembro de seus sorrisos maliciosos
Mesmo em meio aos pensamentos
Perdidos
Me permito
Ah, olhos mareados e castanhos
Pele corada e suada
E com lágrimas
Fui uma rosa inteira
E hoje não passo de uma rosa murcha.
Rosa fracassada
-Não brilha mais oh...rosa!
Meu sol da meia noite
Mesmo tão breves, me permito
As vezes, me pergunto
Se conheci o diabo em carne e osso
Porquê, oh Senhor, seus olhares nunca foram puros.
Sempre houve a maldade e malícia
E aquilo ao mesmo tempo me convidava e repudia.
Ânsia, o querer distância
Ânsia, de querer, não sei o quê.

Mas, por quê, o diabo abre os braços e com seus olhares me convida?

Talvez
Talvez

Eu simplesmente seja um anjo com as asas quebradas
E ele meu guia
A inocência me cega

\"Guia-me, então, meu guia, ao teu inferno...\"

Quando ele me olha profundamente
Seus olhos me guiam
Para um labirinto
Tão inominável
Que não ouso, não ouso citá-lo.

Quem sabe um dia, ele venha a me ler
Ou... Ao menos saber
Que cobicei, um amor maldito
Que cobicei ele.

Volto sempre e sempre
Nesta memória tão vivida
Que lembro e relembro, diversas vezes em meu inconsciente

Talvez

Eu apenas tenha te imaginado
Eu sei que foi imaginado
De forma inconsciente
Imaginei, meu anjo vingador
Que um dia viria e me veria, ali no chão encolhida e que seus braços me acolheria e afugentaria todos os meus medos.
Mas, ele nunca veio.
E com isso se foram todas as minhas esperanças.
Não sou nem metades
Apenas quebrada

Queria não precisar ser salva
Talvez
Talvez
Em algum lugar...há algum lugar, onde eu possa descansar

Eu só queria aquele amor puro e inspirador, mas ele simplesmente não me reconhece.
Não me ver merecedora
E talvez, seja melhor assim
Morrer, sem nunca ter beijado
Morrer, sem nunca ter amado