Tenho visto os dias se desfazerem,
o tempo se desintegrar
e tudo sendo arrastado
pelo vento de incertezas.
“Terá um amanhã?
Se tiver, como ele será?”
Sinto uma leve ansiedade bater no peito,
e é inevitável não temer.
Mas, ainda que me sinta sufocada,
respiro o pouco que dá
e levo adiante os dias
em que Deus me permite acordar.
Meu corpo sente a tensão
e, mesmo sem forças,
geme e implora: “Misericórdia!”
Em silêncio,
sigo tentando chegar...