Minha pele tem febre e teu nome nos lábios,
Uma ânsia de terra firme que não vem.
Os dias passam como relógios implacáveis,
E eu sou um cão faminto à espera de alguém.
Se não vieres agora, o peito estilhaça
Em cacos de vidro que cortam o ar.
O amor, quando é dor, não tem tempo nem graça:
É só a fome imensa de te traçar.