No meio de muitos, havia uma menina
que teme a luz e a própria escuridão,
os passos no corredor, o silêncio e a invasão
há um toque que lhe rouba a infância e a estação,
mas a casa o cobre com cortinas e negação.
De manhã, a mesa posta encena a perfeição,
na rua, elogiam a família e sua reputação
nas paredes, sorrisos escondem a violação,
e a noite volta, sem testemunha ou explicação.