No prado verdejante e cinéreo,
Da lua, despontavas, o palor,
Doce imagem de soturnal mistério,
De fenecidas horas sem plangor.
Pia na lájea o trovador funéreo,
Vem o luar no céu de ebúrnea cor,
E a lua cobre com teu manto etéreo,
Como da face o mortal palor.
Se transfigura a natureza em cores,
Em refulgências de astros e palores,
Num belo tom final d\'um quadro abstrato...
E as estrelas de auríferos olhares,
Deixando rastros de ouro pelos ares,
Vão pincelando, da noite, o retrato...
Thiago Rodrigues