Oh, Sabiá, por que não cantas mais?
O que te silenciou as melodias
No galho, à Laranjeira dos meus dias
E tanto aliviavam os meus ais?
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“O meu filhote foi-se, em vôos tais,
Batendo as asas, cheio de energia,
E me deixou a ausência em companhia
E então a minha dor é a dor de um pai...”
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Entendo as tuas dores de saudade.
Também a minha vida é uma metade,
Perdi o amor, queimei as poesias!
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“Pois teus poemas é que eu musicava
No galho, da janela em que choravas,
A tua mesma dor, nas cantorias...”