Penso nas ruas que percorri
em mares, rios
em navegar tranquilo
ou na espuma naufragar
Penso em pontes, suspenso
olho o espelho
vislumbro ansiedades
margens, hipóteses
Fiquei por não saber para onde
por todas as águas
ou por caminhos sonhados
Não penso em ti
nem ninguém,
mas por não ser pensamento
sou apenas o que sente
o que nunca foi
o debruçado
o que sente
sem sentido