Jorge E. Leal
Na balança de Thêmis não vale,
Sua jornada por aqui se encerra.
Como cortejo de faisão no baile,
A justiça que aceita e se enterra.
***
A morte não tem palavras a dizer,
Lugares a estar já não tem mais.
E não há o que se possa fazer:
Sem valor passam dias atuais.
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O pobre coitado virou capataz,
Suas lutas morreram pelo caminho,
E deixou de ser aquele bom rapaz.
***
O HoMem da lei não tem o carinho;
Eis que, entre normas, ele se desfaz.
Sem valor de outrora, ele vai sozinho.