Despencamos do alto de uma crença falida,
Buscando no outro o sentido que o mundo não tem.
Mas a verdade espreita na curva da vida:
Não há salvação, não há abraço, não há ninguém.
Amo-te, sim, com a fúria de quem vai morrer,
Sabendo que o crânio logo será só carvão.
O inferno nos beija antes de nos corromper
E reduz a cinzas a nossa vã ilusão.