Nas madrugadas perdidas de insônia
Imaginei tantas coisas, coisas tantas!
Redemoinhos de palavras quantas...
Levadas sem nenhuma cerimônia.
Do imenso mar de sol eu vi a praia,
Todos os sonhos que perdi na vida
Vejo-os agora numa sombra erguida,
Sobre as asas ágeis de uma águia!
Amei muito mais quando não devia!
Sempre a tua procura onde passava
Pelos longos anos mais eu te amava
Espalhei amor sem saber que morria!
E as centenas de versos que escrevi,
Eram quase perfeitos, talvez banais!
Rasguei-os não escrevi outros iguais,
Depois de ti eu tão somente sobrevivi.
Tudo tem seu tempo certo pra morrer,
A bela rosa morre em pleno deserto...
De que vale meu amor longe ou perto?
Se tu jamais comigo um dia irás viver?