Cléia Fialho

ESCONDIDA SOB A PELE

 
 
Teu toque é brasa escondida sob a pele,  
corrente elétrica que percorre cada nervo,  
minhas mãos se tornam tempestades,  
desenhando caminhos de fogo em ti.  
 
Teu abraço é seda que envolve o silêncio,  
pele que se abre como pétala ao calor,  
um convite suave e feroz ao mesmo tempo,  
onde o tato é poesia ardente.  
 
Teus dedos são correntes que me prendem,  
lâminas que cortam e curam em vertigem,  
o contato é tempestade e calmaria,  
gelo que se derrete em fogo vivo.  
 
E no choque dos corpos,  
o mundo se dissolve em sensação,  
somos pele, somos brasas,  
somos vertigem que não se contém.  
 
 
 
 
  Cléia Fialho