joaquim cesario de mello

FRUTO PROIBIDO

 

No topo da árvore

o fruto solitário balança ao vento

uma doçura lenta que o galho segura

distante das mãos faminta dos homens

 

No topo da árvore

o fruto que ninguém alcança

tremula imortal ao tempo

como um poema que atingiu seu intento