No peito a calma e o olhar distante,
Na mesa a rodada parece perdida.
O adversário sorri, triunfante,
Achando que a sorte já foi decidida.
Mas há quem guarde, com pulso sereno,
Um trunfo invisível, um plano secreto,
O ás escondido que muda o cenário,
O lance perfeito, o toque discreto.
Ter carta na manga é não dar-se por vencido,
É ver no silêncio a força que resta.
É ter no horizonte um sonho guardado,
Quando a tempestade na vida se instala.
Pois o jogo do mundo é astuto e incerto,
E a gente tropeça, recomeça e avança...
Mas traz na alma, num canto secreto,
A eterna, infalível, secreta esperança.