As vozes fora da gente
até parecem dentro.
Passos, passos intrusivos,
como uma pancada na nuca.
Tudo feito por acaso,
mas em conluio com o desagrado.
Aqui dentro, eu grito: \"fora daqui!\".
Por fora, um sorriso amarelo.
Queria, às vezes, o eu não existir,
pois é pecado conjurar isso,
na terceira pessoa.
Ficam os passos, são eternos
tormentos até quando faltam.
Por Damião Rodrigues