Tempo que voa
Tempo que não sobrevoa
Que vem
E que se disporá
Tempo que colhe
Tempo que planta
O tempo que dê um jeito
De escrever meus pensamentos em sua linha
Tempo que se há para brincar
Já não é mais o mesmo de deitar
Tempo que já não me chama de amigo
Mas que faz de mim um soldado antigo
Que bate continência
E faz contingência
Do que acontece
E do que pode acontecer
Tempo que não traz outro amigo
E que não faz relógio de presente
Tempo que vem
E vai de repente
Tempo em que a boca já não diz
O que seu coração prediz
Tempo que faz o cronômetro parar
E a vida, pairar