Eliabe Lira

Nós

Fugir,

Sentir, ditar,

Sorrir.

 

Pois todo poema que redijo

É a declaração mais fiel de mim,

Escrita pelo íntimo da minha mente,

E impressa pelos grosseiros dedos.

 

Tão claros quantos seus olhos ônix,

Estão meus versos senis, cíclicos,

Um gole a você, que ainda me derrama,

Que ainda estou para conhecer.

 

Tão macias são suas peles,

Que enfeitam e adornam seu corpo,

E por qual motivo retornamos a nós?

Se nada há para relatar ou viver?.

 

Temos mil motivos para dizer não,

Mas a chuva ainda cai sobre nós,

E melhor que morrer congelados

É continuarmos a nos abraçar e viver.

 

Com todos os nossos pífios motivos,

Escrevemos nossas linhas de vida,

Em todos os universos observáveis,

Estamos atados à inconformidade do nós.