Uma presença quieta, fiel e sem voz, Que dança comigo no piso e na luz. Sempre ao meu lado, bem perto de nós, Carrega o silêncio que o corpo conduz.
Não pede licença, não quer atenção, Copia meus passos sem nunca errar. Se o sol brilha forte ou escurece o chão, Ela é o eco escuro do meu caminhar.
Nas horas de pressa, acelera o passo; Na calma da noite, oculta-se ao fim. Mas basta um clarão, um raio no espaço, Para lembrar que ela mora em mim.
Muda e constante, segredo profundo, Não guarda segredos, não fala de dor. É a minha réplica muda no mundo, Vivendo à sombra do meu próprio amor.