Pensam que sabotam
Julgam que penetram
Em minha mente
Com perfídia sorrateira
E línguas lânguidas
Travam seus ardis
Sequer cogitam
Que seus meios sejam pífios
Suas línguas precipícios
Tanto que sentem
Promontórios, verborrágicos
Isquêmias nunca vistas
Protagonistas venéreos
De um amanhã deflorado
Míopes sem olhos
A queda virá
Não como vingança
Mas como purga
Meu ódio refinado
Transmutado em um vazio
É a indiferença que vos cabe