Manoel Reid

Antros e IntermitĂȘncias: III

Pensam que sabotam

Julgam que penetram

Em minha mente

 

Com perfídia sorrateira

E línguas lânguidas

Travam seus ardis

 

Sequer cogitam

Que seus meios sejam pífios

Suas línguas precipícios 

 

Tanto que sentem 

Promontórios, verborrágicos

Isquêmias nunca vistas

 

Protagonistas venéreos

De um amanhã deflorado

Míopes sem olhos

 

A queda virá

Não como vingança

Mas como purga

 

Meu ódio refinado

Transmutado em um vazio

É a indiferença que vos cabe