Carla Jeane castro
Querido Mário Quintana
Querido Mario Quintana,
Fico olhando para sua foto e imaginando como eu adoraria ter conhecido você pessoalmente.
Imagino um velhinho sentado à minha frente, recitando seus versos, enquanto eu ficaria ali, encantada, ouvindo cada palavra.
Você não está mais aqui. Mas nos deixou tantas coisas bonitas… e isso me faz feliz. Porque, de alguma maneira, através daquilo que escreveu, ainda podemos sentir sua presença.
Nem imagino o tamanho do seu acervo, mas tenho várias poesias suas entre as minhas favoritas. Leio e releio, e cada vez encontro alguma coisa nova.
E quando me encontro com suas poesias lindas, elas me inspiram a escrever também.
Às vezes me sinto tão pequena diante de um poeta tão grandioso.
Mas talvez seja justamente isso que a poesia faz: aproxima os pequenos dos grandes, os que chegaram depois dos que abriram caminhos.
Então, querido Mario, mesmo sem nunca ter sentado diante de você, sinto que, de alguma forma, já conversamos.
Você escreveu.
Eu li.
E, inspirada por suas palavras, também comecei a escrever.
Talvez seja essa a maneira mais bonita de um poeta continuar vivo: atravessando o tempo através daquilo que escreveu.