Não te metas no meu caminho,
Porque também sei como escapar.
Mas hoje fizeste-me perder no teu brilho
E agora não sei como te ofuscar.
Perdoem-me, crianças,
Que não gostam de me ver lutar.
Mas quando se trata de vingança,
Há certas contas a ajustar.
Vamos ver como se comporta a multidão
Quando te apanhar e tratar da tua saúde.
Sabes que o poder é tudo o que resta no coração
De quem já não tem mais nada para oferecer.
Refrão
Isto é a realidade, meu pai,
Uma pena que me cai nas mãos.
Vou pôr um ponto final nesta luta,
Porque o fim é uma disputa entre irmãos.
Isto é a realidade, meu pai,
Uma pena que me cai nas mãos.
Vou pôr um ponto final nesta luta,
Porque o fim é uma disputa entre irmãos.
Estás a fazer-me perder tempo.
Esta hora eu poderia estar no poder.
Não sei se partilhas do mesmo sentimento.
Sente a minha fúria, cão vadio!
O número 8 colocado horizontalmente
É considerado o número do infinito.
Vá lá, não vou hesitar outra vez
Quando chegar a hora de dar aquele grito.
Refrão
Isto é a realidade, meu pai,
Uma pena que me cai nas mãos.
Vou pôr um ponto final nesta luta,
Porque o fim é uma disputa entre irmãos.
E das minhas mãos sai a pena
Que usei em forma de soco.
Uma mancha negra foi revelada,
Um sinal de todo o meu esforço.
Mas tenho um outro lado:
Uma pena nas minhas mãos
Que logo gera um pontapé,
Dado com ânimo, dado com fé.
Durante esse pontapé, viajo,
Viajo entre o passado e o futuro.
Atitudes das quais não me orgulho.
Com os meus pais, quando era pequeno,
Havia falta de trabalho, faltava de exploração do terreno.
Mas hoje abro os olhos e vejo com os meus próprios olhos
Raios a gerarem-se em volta do meu corpo, até
Numa sequência de golpes de karaté.
Refrão final
Isto é a realidade, meu pai,
Uma pena que me cai nas mãos.
Vou pôr um ponto final nesta luta,
Porque o fim é uma disputa entre irmãos.