Justo hoje que tenho de me confessar,
Vieste para atirar uma moeda ao ar.
Acho que estás prestes a perder
Esta luta sem sequer saber.
Desgraçadamente para ti, hoje tenho um mau dia,
Não consigo esconder a minha rebeldia.
Ei, o que estás a olhar?
Ainda não é a tua hora de brilhar!
Continua assim e terei de te matar.
Baixando a guarda ou tentando evitar-me,
Convida-me para o teu funeral,
E eu levarei rosas para te livrar do mal.
Livrado do mal, tu já estás,
Desde o momento em que quebraste a minha paz.
Devias escolher melhor as tuas lutas,
Assim, temos de lavar a roupa suja!
Refrão
Este ódio que carrego é por ti,
Quando levaste metade de mim.
Eu, antes de te conhecer, não era assim,
Eu era inteiro, sem desperdiçar o meu latim.
Este ódio que carrego é por ti,
Quando levaste metade de mim.
Eu, antes de te conhecer, não era assim,
Eu era inteiro, sem desperdiçar o meu latim.
Não leves a luta para o lado pessoal,
O que eu digo não está escrito em nenhum manual.
Mesmo quando digo: «Faz o que eu digo,
Não faças o que eu faço»,
A vida pode ser dura,
Mas eu sou feito de aço!
Estás a começar a irritar-me,
Mas não é por isso que me vou intimidar.
Eu vou tratar disso, para isso serei irónico.
Querem saber o que vai acontecer a seguir?
Fiquem atentos ao próximo episódio!
Sai da minha vista, não vês que vou chegar ao pódio?
Guarda o teu lugar para mim,
Porque vou começar o aquecimento
E, quando acabar, quero todo o marfim!
Isto vai acabar mesmo antes de começar, lamento.
Independentemente do plano que estás a traçar,
Celebra o momento!
Uma chuva de golpes vinda do meio da rua
Ameaça o tempo.
Nem tens tempo de retorquir,
Porque o vento está a meu favor!
Refrão
Este ódio que carrego é por ti,
Quando levaste metade de mim.
Eu, antes de te conhecer, não era assim,
Eu era inteiro, sem desperdiçar o meu latim.
Este ódio que carrego é por ti,
Quando levaste metade de mim.
Eu, antes de te conhecer, não era assim,
Eu era inteiro, sem desperdiçar o meu latim.
Mi casa es tu casa!
Bem-vindo à velha guarda,
Onde a justiça tarda, mas não falha.
Não fosses tu um grande canalha!
A arena
Numa arena de touradas,
Tu és touro, eu sou toureiro!
Na tua masmorra, cravo a minha espada
Com um golpe certeiro.
Ainda assim, não satisfeito,
Cravo uma espada após outra,
Mostrando de que sou feito,
Feito de sangue-frio!
Quando olho para o sangue do touro,
Encaro-o com orgulho.
Sou João, o Cavaleiro Vermelho,
A sua missão, ele cumpriu!
Desferindo um poderoso soco
No touro furioso!
Refrão final
Este ódio que carrego é por ti,
Quando levaste metade de mim.
Eu, antes de te conhecer, não era assim,
Eu era inteiro, sem desperdiçar o meu latim.