Eu faço da insônia
A minha companheira,
Se ela estiver comigo
Por uma noite inteira,
Até sinto cansaço,
Mas nada de lamento!
Eu fico de vigília...
E nas noites de lua
Espio pela porta
A solidão da rua,
E falo com as estrelas,
Luzes do firmamento!
Se não estou dormindo
Por que sofrer, então,
Se eu posso, acordada,
Ouvir meu coração
Que bate no compasso
Do galope do vento?
(Maria do Socorro Domingos)