Gino, Sinvaldo de Souza

O que será? Será? Por quê?

O que será? Será? Por quê?
 
O amanhã é um desenho feito no vento,
uma pergunta que o tempo teima em não responder.
Guardamos o mistério em cada pensamento,
no anseio bobo e eterno de tentar prever.
 
O que será do amor que hoje nos consome?
O que será do nó que o peito aperta e esconde?
Sussurramos as dúvidas chamando pelo nome,
mas o silêncio ecoa e nunca nos responde.
 
 
Será por que a vida gosta do segredo?
Será por que o destino brinca de esconder?
Andamos pelas sombras, abraçados ao medo,
sem saber direito o que vai acontecer.
 
Talvez a resposta seja não ter resposta alguma,
e a beleza exista justamente no que virá.
Como o barco que ruma cego pela bruma,
aceitando o sopro... seja lá o que será.