Pergunto-me: onde se acha a minha vida?
Em que hora a verdade foi transformada?
Vão-se as minhas perguntas, consumidas,
Já não sei a diferença de mais nada.
Pergunto-me: em quem penso iludida,
Por esperanças nas sombras cinzentas?
Onde minha paz foi suprimida?
O silêncio sem resposta me acorrenta.
Eu me perdi e não quero me encontrar,
Já deixei de ser rio de águas barrentas,
À beira da morte, não quero me curar,
No meu navio sigo a navegar, atenta.
Faz um longo tempo que não falo comigo,
Busco desde o começo a minha estrela.
Resgatei o meu coração e agora sigo
Pela relva verde, sob a paisagem bela!