Disseram: humildade
Disseram: espontaneidade
Disseram: realidade
Disseram: moderação
Um diz que recusa qualquer aplauso
Outro é bom demais
Eu olho para dentro e penso:
Que boa impressão causo!
Se não choro, é porque encontrei um adversário à altura
Se eu sorrio, é porque estou bem com a vida
E nada do que digam mudará a minha perspetiva
Se sorrio...
Eles também dirão:
Humildade
Espontaneidade
Realidade
Que ele constrói
Digam, em três, dois, um:
Quem é o herói?
Oh-oh-oh
Que põe o vilão em maus lençóis
Oh-oh-oh
Ser herói não mata, mas mói
Se isto é um agradecimento,
Escrevam-me uma canção
Disseram que o sorriso era limpo
E que de amarelo não tinha nada
Até juntaram os deuses do Olimpo,
Já com uma viagem marcada para o paraíso
Para uns, eu não tenho lado mau
Para outros, eu só tenho lado bom
Fogoso
Lúcido
Apenas um rosto
Parece que ter um bom coração é um dom
Humildade
Espontaneidade
Realidade
Que ele constrói
Digam, em três, dois, um:
Quem é o herói?
Oh-oh-oh
Que põe o vilão em maus lençóis
Oh-oh-oh
Ser herói não mata, mas mói
Se isto é um agradecimento,
Escrevam-me uma canção
Cada poltrona tem um veredito
Cada coroa pertence a um rei faminto
É humildade
É espontaneidade
Realidade
Chorar não convida
Não tenho cartas na manga
Tenho tanta bondade e nenhuma
Tenho papel vegetal
Tenho lápis de carvão
E acabou a zanga
Se choro, é em vão
Se sorrio, nunca pode ser em dia de nevão
Escolham outra estação,
Porque já vi que o inverno não traz desolação
Humildade
Espontaneidade
Realidade
Que ele constrói
Digam, em três, dois, um:
Quem é o herói?
Oh-oh-oh, quem me ouvir nem me leva preso
Oh-oh-oh, na verdade, sou mesmo um ser indefeso
Falaram tanto do Braga
Que até perderam o medo
Acendam uma vela por mim
Acho que nem vou precisar
O Braga é que está a dar
Para a frente e para trás
É a verdade que ninguém quer calar