Verônica Volúpia, vi teu verso
Imerso, me peguei não mais em mim
Fechei os olhos, bah: será que é o fim,
Voltei ou inda voo no Universo?
Há mel em minha veia, eu desconcerto
O inverno foi-se, há flor, um lume, enfim
Cheguei pra reclamar que seja assim
E que botei gravata e vim de terno!
A pena em tua mão abençoada
Alada, se conforta em tua lira
Que canta com a voz de Deus, profeta...
À Poa, Poe e corvo em revoada:
Nunca mais o que vi se viu na vida
No verso pela vez desta poeta...