Apegaua

POBRE POETA...

Rir do teu mau.

Divino e imortal.

Pois foste tu mesmo que o enlaçou.

Outrora tão dolente.

Hoje um trapo inconsequente.

Com seu sorriso cansado.

Da vida o que espera.

Rútilos castelos por ruirem.

Um rublo inferno a vos consumir.

Segue o seu caminho.

Pobre poeta.

Ande sozinho pois ardo e o caminho.

E muito ainda teras que caminhar.

Não olhe para tráz.

O que passou passou.

Não faças seu embornal pesado demais.

Sei que e duro de aceitar.

Mas não vale se carregar para sempre.

A dor de uma saudade.

Sr. Apegaua