FUI EU, FOI ELA
Julguei-me no paraíso.
Duas almas gêmeas...
Mas julgar não é certeza.
Dois mundos,
duas vontades,
disparidades,
deslizes...
Beleza pura
dela,
na minha memória
tatuada.
Dois mundos,
duas vontades,
duas ilusões...
Dissonâncias.
A solidão doía.
O destino, uma incógnita.
A frustração, uma sombra.
A saudade, já esmaecida.
Foi tudo.
E foi nada.
Fui eu.
Foi ela.
Tangará da Serra,19/10/2026.