Nas interações de Deus,
não existe o “e se?”.
Mas nas do homem, sim,
pois somos miseráveis de certeza.
Parece até que a dúvida seduz,
com uma dança de incoerências
Pois quem e em qual lugar
uma pessoa que não fez planos?
Ao criá-lo, jogou no crivo do “será?”.
Nunca joguei a culpa no intelecto,
porém prevejo que, para alcançá-lo,
necessitamos nos contrariar.
Quando chegamos à conclusão
do que é: “vai dar”
até lá é uma grande estrada
que, à primeira vista, não se acaba.
As pernas até vão bambear,
mas não é de cansar:
é só a duvidar do que será o saber
Será, por fim, chegar a algum lugar?
Toda via quem não parte
terá em sua lápide a fatídica pergunta
que o pôs naquele lugar:
Pois é isso:
e se a faca for furar?
T.S