Nasce a estrela fulgurante no firmamento,
Rompendo a sombra etérea do poente...
A paisagem tornou-se mais um ornamento,
Repleto de um silêncio quase permanente.
Os homens e os pássaros dormem ainda,
Dorme no alto das árvores a cotovia...
E se ergue já seu canto, sonha e finda,
Julgando ver, no sonho, a luz do dia!
E, pelos céus de um azul iluminado,
A estrela brilha com intenso fulgor...
Como um lírio aberto, todo espelhado,
Que formosura! Oh, que esplendor!
Aí vem a estrela! Sobre a Terra inteira,
Tão rútila, tão cintilante que parece,
Sair das mãos de Deus! Foi à primeira
Que sobre a planície resplandece...