Eu brilho ela escurece
como um eclipse
que a penumbra se engrandece
Eu me divirto
ela se entristece
como um amor mal correspondido
que nasce no coração do cafajeste
Eu seguirei em frente
ela se retira para trás
como um jovem com coração ferido
reclamando, que amor não encontras mais
Eu ignorante
Ela a estupidez
acho que sabes tudo
mas como um solo fraco diante da escassez
Eu sou o marinheiro
Ela a tempestade
Meu barco cego no mar
Procurando o porto da cidade
Eu sou a companhia
Ela a solidão
Que diante de todas as pessoas
Só enxerga escuridão
Eu bebo o temor
ela a esperança
com a calma e suave vida
sabe que tudo alcança
Eu sou a abelha
ela a flor
que me alimenta com seu néctar
mesmo diante da dor
Eu sou a matéria
Ela a energia
juntos como um só
pelo o resto de toda a vida.