Vago em minha mente
Às vezes paro em nossas memórias
Espanto o pensamento para não doer
Tento me conter
Enquanto a lágrima escorre abruptamente
Em você tento não pensar mais
Mas ainda escuto nossas canções
Apenas aquelas não tão íntimas
Aquelas que não soam nós
Ainda guardo na memória
Quase um segundo
Um segundo de memórias
Um segundo de perguntas
Um segundo dos seus olhos
Um segundo dos seus lábios
Um segundo de seus beijos
Te odeio por meio segundo
Depois te amo a cada pulsar das veias de minha carne
Enquanto “quase um segundo” toca no fundo
Seus olhos travam em mim
E no refrão “será que você ainda pensa em mim?”
Era como se eu pudesse ler teus olhos falando a mim
“És o objeto do meu apreço e do meu desejo”
A vida pregou uma peça das menos humorísticas
A pergunta que ecoava enquanto a música tocava “será que você ainda pensa em mim?”
Tornou- se meu alvo
Depois de tudo acabado
Será que eu ainda apareço no lapso de sua memória?
Ou apenas eu
Que sofro no secreto
E umedeço meus lábios
Tentando sentir o sabor de seus lábios
Quase prezo por uma prece
Para eu acordar
E achar
E lutar
E me permitir
a imaginar
O nosso amor até o fim
Sem distância pairando como torres
Nem em guerra com nós mesmos
Nem corrosivos nos destruindo
Apenas o amor nos unindo
Mesmo o voltar não existindo
Eu ainda olho pela janela
Esperando sua chegada
E o alívio e o sofrimento coexistem
Porque querer
Não quer dizer que o momento
pode acontecer