Apegaua

AVALANCHE...

Ontem escutei de você.

O que jamais poderia desejar.

Palavras massificadas a zumbir nos meus ouvidos.

Algo como que se.

Chibatadas a dilacerar a própria pele.

Aniquilando os meus desejos.

E o que mais poderia faser.

Se não ficar em silencio.

Não me opus apenas escutei.

E você numa opilência a expor todas as vossas mascaras.

Deixando de ser meu ancoradouro de águas suaves.

Para se tornar num mar bravio a aterrorizar.

Atirando me contra o cais.

Como sofri em suas mãos.

Marisco a rolar nas arreias de minhas desilusões.

Assistindo meu próprio mundo a desabar.

Pois minhas palavras.

Pegas em seu contra pé.

Foi o inicio fatal.

Que desencadeou toda essa avalanche.

Que me soterrou.

Sr. Apegaua.