Jorge E. Leal
A liberdade é chama já apagada,
A lei é estátua apática na terra,
A paz é ficção já esquecida,
Desejada no corpo de sangrenta guerra.
Prisão se faz na mente acorrentada,
O homem se perde no ódio que encerra,
A fé virou promessa esquecida,
E a família chora o sangue que enterra.
O tempo consome o que era tão belo,
Os sonhos se destroem nos jardins.
A luta implode o vilão no castelo,
A trilha do labirinto no escuro alecrim:
Um recomeço cinza no futuro flagelo,
No fim o anseio: Em ser um querubim!