SOU ASSIM ...
Sou flor da pele, conchinhas e caramujo
Mar revolto e manso
Sou como duas extremidades no remanso das águas
Oras tranquilas, noutras em maré cheia me arrebento
Sou noites em ventania, sou calmaria em noites de lua
Por vezes minguo esculpido em minha tristeza
Por outras sou lua cheia
Sou um mar inquieto de águas verdejantes
Que dançam em meu livro aberto
Bailam distantes desse teu coração em silêncio
Calmaria nas noites sem vento
Sou remanso das águas, dos rios e dos mares
Quando me olhas depois do amor
Sou garoa, chuva e tempestade
Mar de espumas flamejantes
Chuva delicada que refresca
Em marés que arrebentam em teu corpo
Sou assim ...
Sem fantasia
Realidade, amor e sem utopia
Sem ilusão, sem ficção
Sou poeta!
Sou Homem menino
Vivencio, prenuncio
Arte e vida!
Sou o verso que rompe o teu silêncio
Sou assim ...
Por vezes encontrado e perdido
Em imagens que me fazes confusas distantes de ti
Alma e espírito
Um livro aberto em versos
Um escapulário dos teus mistérios encobertos!
Vlad Paganini
20-11-2020