Por do sol
Tão reluzente e grandioso,
Vivido por si só,
Brilhante e majestoso,
De fato, precioso.
Sua amplitude se expande
Por todas as partes,
Trazendo sua tarde
Sobre a minha face.
Ao vê-la,
Meus olhos entram em ardência.
Não é possível olhar seu esplendor
E, mesmo tão pouco, é muito.
Não enxergamos por ser tão rápida,
Mesmo assim,
É indiscutível, em plena consciência,
Não sentir a sua graça.
E, de fato,
Nada se compara à tanta resplandecência,
Por fora, intensa, por dentro, densa.
E, mesmo sem poder vê-la direito,
Tenho plena consciência de que não vou tê-la.