Olhando pro horizonte , sem saber o que vê
Baixa a cabeça, pensativa:
_ Acreditas que era amor?
Ele segue mexendo as chaves, indiferente
Mas, consciente:
Não! Você inventou o amor!
Os olhos dela se apertam de dor
Úmidos, mas por orgulho
A lágrima não cai.
_ Eu vivi o amor!
E mesmo quando após o ato
Você virava pro lado e cochilava.
Eu contemplava o amor.
Um sorriso cínico, ele se levanta
_ Era a contemplação do que havia sido bom.
Não era amor!
E, sim! Nós éramos bons!
Mas, aceite! Acabou!
Ela procura seus olhos, em vão!
Limpa os próprios olhos,
Aperta as mãos, pensa em dizer mais alguma coisa...
Ele continua de costas, acabou!
Ela vai embora, sem saber a direção...