Imagno Velar

Quem sou?

Não sou digno de mim mesmo

Sou apenas um andante solto

Pelo vento forte arrastando ao extremo

Sou apenas uma pluma sem rumo

 

Sem noção de mim a metamorfose

Se apodera da essência da minha alma

Que nem cabe na minha palma

E num sopro de vida apanho overdose

 

Leveza escapole na busca de mim

Apenas sei do que vivera

sobrando nada do que era

 

Embrenho me nas possibilidades

Efémeras do agitado manancial

das escolhas até as oportunidades

 

Imagno Velar