Não sou digno de mim mesmo
Sou apenas um andante solto
Pelo vento forte arrastando ao extremo
Sou apenas uma pluma sem rumo
Sem noção de mim a metamorfose
Se apodera da essência da minha alma
Que nem cabe na minha palma
E num sopro de vida apanho overdose
Leveza escapole na busca de mim
Apenas sei do que vivera
sobrando nada do que era
Embrenho me nas possibilidades
Efémeras do agitado manancial
das escolhas até as oportunidades
Imagno Velar