Meu ápice, meu bem-querer,
só que você não me vê de volta.
Some, confunde, mente e me isola;
dessa situação, virei refém ou dublê.
É preciso amar sem ter um porquê?
Motivos não faltam para te chamar
para minha casa, a casa do meu coração,
um lar doce, sem qualquer preocupação.
Me use, me deixe, me mate;
uma parte de mim vive nos seus atos.
Sinceridade.
Talvez eu não seja perfeito — isso é óbvio.
Como um ser pode amar quando apenas lhe restou o ódio?
Minha vingança vem pelo exemplo,
sem necessidade de tempo,
pois o que Deus perdoa se transforma em livramento.
Minha história não tem sentido.
Fico tão feliz em ajudar os outros,
mas nada me resta comigo.
Pessoas que perdemos, esforços que foram em vão...
Não adianta você me chamar de campeão.
Acredito no que diz; seus elogios jamais serão motivos de zoação.
São motivos de orgulho, amor e compaixão,
mas não servem em mim, por eu ser um cuzão.
A rua enxerga o que você não consegue.
Você, observando os outros, pensa que sou eu?
Ou tudo o que teus olhos veem
você pensa que é você?
Pessoas se escondem por trás de sorrisos gentis
para camuflar sua dor, infeliz.
Infeliz vida, coração,
sentimento que, para ela,
não passa de bobagem ao vento.
Durma, princesa, fuja da realidade.
Por favor, desapareça de verdade.
Não posso explicar o que sinto, pois não entendo
como um grande amor se transformou em um grande enterro.
De fato, dói muito o que sinto:
ser chamado de idiota, maluco e até de amigo.
Ainda vão me matar na rua
quando descobrirem que faço parte dessa gente
que pensa que a rua também faz parte da gente.