Da Silva Guilherme

Chuva

Há uma chuva em minha alma 

que bate na janela toda noite 

com a qual durmo escutando 

e sem a qual não posso dormir; 

 

são as memórias do teu rosto, 

do teu sorriso, da tua voz,

que formam gotas espessas 

e tempestades no coração.

 

Mas como hei de lidar

com esta goteira no espírito, 

estes trovões dos e ses, 

e com estes raios de ciúmes?

 

E como é que irei lidar 

quando por dentro eu me secar, 

e a tempestade da alma quebrar 

a janela, e eu chorar?