Há uma chuva em minha alma
que bate na janela toda noite
com a qual durmo escutando
e sem a qual não posso dormir;
são as memórias do teu rosto,
do teu sorriso, da tua voz,
que formam gotas espessas
e tempestades no coração.
Mas como hei de lidar
com esta goteira no espírito,
estes trovões dos e ses,
e com estes raios de ciúmes?
E como é que irei lidar
quando por dentro eu me secar,
e a tempestade da alma quebrar
a janela, e eu chorar?